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Colecionar selos é muito mais que um hobby para os amantes da filatelia, é uma forma de manter viva a história

(Dalla Nora revela sua paixão pela filatelia e abre sua coleção de selos ao Folha. Foto – André B. Piovesan)

Hoje em dia são infinitas as formas de contar e aprender história e, também, de se comunicar. Osvaldo Dalla Nora é um ex-funcionário da Caixa Econômica Federal, que hoje trabalha como advogado, mas, desde pequeno, é amante da filatelia (estudo dos selos). E buscou nesses pequenos pedaços de papel, com aproximadamente cinco centímetros quadrados, uma forma de manter viva a história.
Inspirado nos vizinhos Erwino Anushek, farmacêutico alemão que veio a Frederico Westphalen em 1938, e Wilson Jeova Lütz Farias, natural de Palmeira das Missões, que chegou na cidade em 1940, que há muitos anos colecionavam selos e contavam aos garotos histórias fantásticas sobre o Brasil e o mundo, é que Dalla Nora iniciou sua pequena coleção. “Eles certamente foram a minha fonte de inspiração, os maiores filatelistas que conheci. Aprendi muita coisa com eles e decidi um dia que também começaria a colecionar selos. Na época, eu não tinha dinheiro, então ia juntando uma coisa aqui, outra ali. Também ganhava muita coisa, assim, comecei minha coleção, quando ainda era criança”, contou.
– Colecionar selos é colecionar histórias, porque todo o selo tem um motivo, seja para celebrar uma data, para retratar uma espécie ou paisagem ou até mesmo para homenagear alguém. E para o filatelista, além de arquivar a imagem, é interessante saber a história dela, se o selo tem carimbo, ou se está em envelope que remete às histórias que ajudou a contar. Quem começa a conhecer esse mundo se encanta –, argumentou Dalla Nora.

Primeira emissão postal brasileira

No Brasil, o dia 1º de agosto é dedicado ao selo postal, por marcar o início da circulação postal brasileira, em 1843, há exatos 172 anos. O Brasil foi o segundo país do mundo, e primeiro das Américas, a adotar o selo postal como comprovante de franqueamento, uma conquista que marcaria de forma definitiva o destino dos Correios. A partir daí, diferentes emissões foram sendo lançadas, das clássicas às comemorativas, focalizando o que de mais expressivo o Brasil possui, mostrando que o valor de um país se mede pela grandiosidade de seus feitos, pela nobreza de seus cidadãos e pela preservação de seu patrimônio ambiental, artístico e sociocultural.
Talvez um dos selos mais raros que o colecionador guarda é o chamado de Olho de Boi. “Essa emissão foi lançada com os valores de 30, 60 e 90 réis, exemplares até hoje destacados no cenário filatélico mundial. Esses, certamente, são os selos mais valiosos que eu tenho na minha coleção”, ressaltou Dalla Nora.

Uma herança para os jovens

Para o colecionador frederiquense, o exercício da filatelia é algo para o futuro, porém, Dalla Nora, não tem ideia de quantos exemplares têm sua coleção, muito menos do valor de comércio ou do que tenha investido para aquisição dos selos. “Comecei colecionando tudo o que via pela frente, selo brasileiro, estrangeiro, porém, chegou um ponto que tive que definir, porque tinha muita coisa. Então, resolvi colecionar os selos comemorativos brasileiros. Essa coleção está bem encaminhada e meu desejo é completá-la, mas faz uns cinco ou dez anos que parei de comprar, mas meu projeto para um futuro próximo é me aposentar para me dedicar a isso”, ressaltou o advogado.
O registro como filatelista nos correios possibilita ao colecionador o acesso a diversos produtos, dentre eles selos com carimbo do primeiro dia de circulação, o envelope comemorativo e também o Máximo Postal, os quais ele também coleciona.

A história guardada

O monsenhor Leonir Fainello, pároco da Catedral Santo Antônio, de Frederico Westphalen, guarda com carinho uma coleção que reunia milhares de selos. Há mais de 50 anos, o padre Arlindo Rubert, que morreu no dia 30 de setembro de 2006, iniciou sua coleção distribuída em mais de 50 álbuns – que já foram separados ao serem divididos entre familiares, e Fainello ficou com dez álbuns. Rubert colecionava selos recebidos da cidade do Vaticano (que retratavam imagens de papas, símbolos cristãos, entre outros), flores e pássaros.
Segundo Fainello, o padre cuidava dos selos com muito cuidado e carinho e usava, até mesmo, materiais e equipamentos especiais para manusear a coleção. “Ele tinha muito capricho e cuidado para manusear os selos. Ele dedicava um tempo precioso para cuidar da coleção, que era muito grande e valiosa”, avaliou.
Fainello disse que, atualmente, não dispõe de tempo para cuidar da coleção, e os álbuns permanecerão na casa paroquial como uma relíquia da paróquia e lembrança do padre Arlindo Rubert.

(FONTE: http://www.folhadonoroeste.com.br/site/noticia/5090-uma-forma-de-aprender-e-contar-historias, publicada em 07 de agosto de 2015)

Vejamos alguns colaboradores deste Blog:

Luiz Paulo Rodrigues Cunha, de saudosa memória, um amigo ímpar e um filatelista temático respeitável, proprietário das coleções: MAN UNDER WATER, Topical Philately e SUN, SEA, SURF AND SAND – THE DISCOVERY OF THE BEACH.

José Ángel Gándara Rodriguez, um ativo expositor espanhol, profundo conhecedor do regulamento filatélico temático e proprietário da coleção: COLÓN RUMBO A LAS INDIAS.

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